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Tel/Fax: (14) 3622-1356
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E-Mail: jmmurgel@irma.eng.br

A MÁFIA VERDE

José Maurício de Toledo Murgel
Diretor do IRMA - Instituto Rural de Meio Ambiente
Fone/Fax:- (14) 3622-1356
E-mail: jmmurgel@irma.eng.br

Publicado em "A GRANJA", setembro/2.001.

Meu primeiro artigo publicado nesta revista intitulava-se "Para enterrar o Agricultor não falta ONG"; nele relatava a agressão sofrida pelo setor agrícola, causado pelas ONGs dirigidas por inocentes úteis, ou por pura má fé, mas sempre financiadas por organismos internacionais que, visando interesses espúrios, tentavam prejudicar o Brasil.

Uma ferrovia ligando nosso Centro-Oeste ao Oceano Pacífico, passando pela República do Peru, foi combatida como sendo capaz de devastar a Amazônia, quando, simplesmente, buscava economizar de 8 a 10 mil quilômetros que nossa soja percorria ao demandar os mercados asiáticos. A soja brasileira produzida no Centro-Oeste tem de ir aos portos de Santos ou Paranaguá para, após passar pelo Cabo Horn, no sul da América do Sul, ou pelo canal do Panamá, pagando extorsivas taxas, para chegar aos mercados asiáticos, enquanto a soja americana, com o mesmo destino, sai pela Califórnia, após percorrer todo o território americano por ferrovias. Apesar de mais cara, principalmente por fatores de preço de mão de obra, a soja americana chega aos mercados asiáticos bem mais barata que a brasileira, pelo encarecimento do frete desta última.

Nossas projetadas hidrovias, Paraná - Paraguai e Araguaia - Tocantins estão sendo ferrenhamente combatidas por diversas ONGs, como predadoras do Meio Ambiente, quando, a razão correta, é a mesma, encarecer nossos produtos agrícolas em demanda aos mercados internacionais.

Outras ONGs, com o patrocínio dos setores farmacêuticos e de mineração ainda tentam criar uma nação indígena, sob estrito controle da ONU, nos Estados do Amazonas e Roraima. Assim, nossas reservas minerais e biológicas não mais seriam controladas pelo Brasil, mas pela ONU. Perderíamos uma área superior à da França.

Nosso setor sucro alcooleiro é objeto das mais absurdas investidas que tentam inviabiliza-lo, tornando o açúcar e o álcool de beterraba competitivo pelo preço, sem maiores subsídios, como tem sido feito até então. Esta investida contra o setor sucro alcooleiro é aplaudida pela esquerda que, por sua vez, tenta viabilizar o açúcar e o álcool cubanos, caros pela incompetência, como tudo o que é de esquerda.

A soja transgênica, ferozmente combatida pelo Greenpeace é outro exemplo de ingerência em nossos assuntos internos que visa, exclusivamente, proteger a produtividade americana.

Minha catilinária contra as ONGs era feita apenas pelo estudo dos efeitos gerados, pouco sabendo da origem das causas. Recentemente tomei conhecimento de um pequeno livro intitulado "MÁFIA VERDE, O ambientalismo a serviço do Governo Mundial", que esmiúça a origem do dinheiro que financia estas ONGs e a real finalidade do que estas pretendem.

No setor agrícola, a mais nefasta investida das ONGs, é feita através do CONAMA. Objeto de artigo recente "CONAMA, uma aberração jurídica", este deveria ser um órgão meramente consultivo, mas, por força de caminhos tortuosos, passou a ser um órgão deliberativo, ou seja, suas resoluções têm força de Lei. O CONAMA, dentro da atual sistemática, tem mais poder que a Presidência da República ou do Poder Legislativo. O Presidente pode mandar um projeto de Lei ou editar uma Medida Provisória que serão objeto de apreciação pelo Congresso Nacional. Já o Poder Legislativo, tem de submeter suas Leis ao Presidente da República; já o CONAMA, em auto suficiente, suas portarias entram em vigor na data da publicação sem serem apreciadas por nenhum Poder da República.

Sempre defendendo a agricultura e os agricultores, combati o bom combate contra estas ONGs que tanto prejudicam o Brasil; apenas não tinha noção que minha luta era contra uma Hidra de cem cabeças, alimentada por dinheiro e interesses internacionais!

O livro "A MÁFIA VERDE", editado pelo Instituto de solidariedade Ibero-americana, pode ser adquirido pela internet, ocomplo@terra.com.br ou pelo telfax (21) 2532-4086. Vale a pena!

 

 
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